quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

“Moradia Digna como Direito” foi tema de Encontro na UFSC












Troca de experiências e definição de estratégias para 2017 foram o resultado do 2º Encontro “Moradia Digna como Direito”, promovido sábado, 10/12, no auditório do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSC, pela Câmara de Habitação de Interesse Social e Regularização Fundiária do Fórum da Cidade com o apoio do Projeto Escritos em Movimento.
No período da manhã, representantes comunitários falaram sobre a atual situação das localidades onde vivem e os desafios para ter o direito à moradia, com as presenças de Nivaldo Araújo da Silva, da Vila do Arvoredo, João Luiz de Oliveira, o Gão, da Ponta do Leal, Elenyr de Souza, das Areias do Campeche, e Ivonete Borges da Silva, da Vila Santa Rosa, que dividiu a fala com Tania Maria Ramos. Entrevistas com os palestrantes estão em https://www.youtube.com/watch?v=So-wPwVQcyk
À tarde, os conselheiros municipais de Habitação Leonardo Pessina e Rita de Cássia Dutra apresentaram um resumo das principais atividades desenvolvidas pelo Conselho em 2016. Em seguida, o arquiteto Flávio Alberto Menna Barreto Trevisan, do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), falou sobre a assistência técnica pública e gratuita. A lei 11.888/08assegura este direito às famílias de baixa renda para o projeto e a construção de habitação de interesse social, como parte integrante do direito social à moradia previsto no art.6.o da Constituição Federal. Para a realização de uma oficina sobre o tema em Florianópolis, com a participação de 45 pessoas de diversas áreas profissionais e sociais, o IAB está fazendo uma campanha de Financiamento Coletivo. O objetivo é iniciar o ciclo de capacitação necessária para o trabalho, visando a formação de profissionais aptos a integrarem os Escritórios de Assistência Técnica que serão implantados no Estado de Santa Catarina. Mais informações em https://benfeitoria.com/oficinapeabiru
A terceira palestra da tarde foi sobre as mudanças no anteprojeto de lei do Plano Diretor, explicadas pelo professor e vereador Lino Peres, que tem acompanhado os debates junto às comunidades e distritos. Ao final das palestras foi feito debate e apresentação de propostas e encaminhamentos para 2017. O Projeto Escritos em Movimento foi representado por seu coordenador, o professor de Jornalismo da UFSC Jorge Ijuim, e pela jornalista Míriam Santini de Abreu.
A Câmara de Habitação de Interesse Social e Regularização Fundiária do Fórum da Cidade é um espaço de debates, deliberações e de mobilização das entidades comunitárias que têm assento no Conselho Municipal de Habitação de Interesse Social (CMHIS), que debatem e ajudam a formular e direcionar as pautas das políticas públicas discutidas e deliberadas pelo Conselho. Por isso, ressaltou Angela Maria Liuti, integrante do Fórum, são fundamentais espaços como o de sábado, em que as comunidades podem trocar informações para avançar na luta por moradia.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Vitor Schmidt é o 11º entrevistado do Projeto Escritos em Movimento


Está no Youtube a 11º e última entrevista do ano do “Escritos em Movimento”, Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 
Desta vez o entrevistado é o engenheiro elétrico Vitor Sérgio Schmidt, que foi o primeiro vereador pelo PT em Florianópolis. Ele fez parte da 11ª legislatura da Capital, de 1989 a 1992, que ficou marcada por sua combativa bancada de esquerda (eram Clair Castilhos, Jalila El Achkar, João Guizoni, Ricardo Baratieri, Vilson Rosalino da Silveira e Vitor Sérgio Schmidt) e por ter três vereadoras, algo que até hoje não se repetiu (Angela Amin, Clair Castilhos e Jalila El Achkar). Entre as áreas nas quais Vitor Schmidt atuou, se destaca a de habitação, justamente no período em que ocorreram as primeiras ocupações organizadas em Florianópolis. 
Na entrevista ele fala sobre a atuação sindical (foi presidente do Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis e Região – Sinergia - e atuou na organização de outras entidades sindicais), a atuação na Câmara de Vereadores da Capital e junto aos movimentos organizados e o papel desempenhado pela histórica bancada de vereadores naquele período pós-redemocratização e pós-Constituinte. Entrevista feita no dia 1º de dezembro de 2016.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Câmara da Moradia do Fórum da Cidade promove dia 10/12 2º Encontro sobre Moradia em Florianópolis


A Câmara de Habitação de Interesse Social e Regularização Fundiária do Fórum da Cidade promove, no dia 10 de dezembro (sábado), o seu 2º Encontro “Moradia Digna como Direito”, que terá como tema “As lutas populares em Florianópolis na construção de uma Política Pública Participativa da Moradia Popular e da regularização da terra”. O evento será das 9 ao meio-dia e 14 às 17 horas no auditório do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSC.
O objetivo do Encontro é mobilizar as comunidades para e pela participação e fortalecer a política de Habitação de Interesse Popular e o controle social sobre a mesma. O público-alvo são as 68 comunidades que precisam construir uma política pública voltada para a moradia popular na Capital.
O Encontro conta com o apoio do “Escritos em Movimento”, um Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC que tem como objetivo principal dar tratamento jornalístico e, assim, propiciar visibilidade a testemunhos que relatam e interpretam a luta pela reforma urbana em Florianópolis. 
A Câmara de Moradia é um espaço de debates, deliberações e de mobilização das entidades comunitárias que têm assento no Conselho Municipal de Habitação de Interesse Social (CMHIS), que debatem e ajudam a formular e direcionar as pautas das políticas públicas discutidas e deliberadas pelo Conselho.
No período da manhã o tema será a “Luta pela moradia em Florianópolis: memória e organização popular”, com apresentação do tema por representantes das localidades. À tarde, o tema será “Moradia e regularização fundiária em Florianópolis: a luta continua”, com a presença de representantes institucionais. O poder público será convidado a dar esclarecimentos sobre as políticas públicas da moradia e regularização fundiária em andamento no município, e instituições falarão sobre financiamentos de projetos de habitação, análises das Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) e projetos de lei de assessoria técnica gratuita. Nos dois períodos haverá debate.
São parceiras no evento as entidades que compõem a Câmara de Habitação de Interesse Social e Regularização Fundiária do Fórum da Cidade, União Florianopolitana de Entidades Comunitárias (Ufeco), Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Associação de Moradores Areias do Morro das Pedras (Amareias), Conselho das Associações de Moradores da Região do Monte Cristo (Carmocris), Associação de Moradores do Alto da Caieira do Saco dos Limões (AMAC) e Associação de Moradores da Ponta do Leal.

Contato:

contato.forumdacidade@gmail.com
contato.ufeco@gmail.com

Padre Vilson Groh é o décimo entrevistado do Projeto "Escritos em Movimento"



Já está no Youtube a décima entrevista do Projeto "Escritos em Movimento", agora com o padre Vilson Groh. A partir do início dos anos 1980, depois de se mudar para o Mont Serrat, no Maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis, o padre Vilson passou a atuar junto a movimentos sociais que, entre outros temas, lutavam pelo direito à moradia, levando à criação do CAPROM (Centro de Apoio e Promoção ao Migrante) e às primeiras ocupações organizadas na Capital catarinense. O padre Vilson fala sobre sua trajetória pessoal e religiosa, a atuação da igreja católica naquele período histórico e o trabalho de mobilização e organização nas ocupações.
Escritos em Movimento é um Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da Universidade Federal de Santa Catarina, tendo como entidade parceira o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular (NESSOP), vinculado ao Departamento de Serviço Social (DSS) do Centro Sócio-Econômico (CSE), e apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) e da Revista Pobres & Nojentas.

Arquiteta Elisa Jorge é a nona entrevistada para o projeto “Escritos em Movimento”


Em um período histórico marcado por ocupações de Universidades e Escolas Públicas, é enriquecedora a entrevista da arquiteta Elisa Jorge para o Projeto “Escritos em Movimento”. Elisa atuou – e continua a atuar - de forma intensa na luta pela reforma urbana em Florianópolis a partir de meados dos anos 1980. Naquele período, ela, assim como outros estudantes e professores da Universidade, estavam junto às populações de periferia que, organizadas, lutavam pelo direito à moradia.
Na entrevista, Elisa fala sobre o envolvimento dos estudantes do curso, via Centro Acadêmico, na orientação aos moradores das ocupações, a construção do cadastro dos moradores feita com vários departamentos da UFSC, o qual deu um importante quadro sobre aquela realidade, e a construção coletiva dos projetos de interesse das comunidades.
Escritos em Movimento é um Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da Universidade Federal de Santa Catarina, tendo como entidade parceira o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular (NESSOP), vinculado ao Departamento de Serviço Social (DSS) do Centro Sócio-Econômico (CSE), e apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) e da Revista Pobres & Nojentas.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Arquiteto Ci Ribeiro fala sobre a luta pela moradia em Florianópolis


O curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC teve papel fundamental na luta pela reforma urbana em Florianópolis a partir de meados dos anos 1980. Naquele período, estudantes e professores atuaram junto às populações de periferia que, organizadas, lutavam pelo direito à moradia. Um desses estudantes foi Loureci Ribeiro, o Ci, hoje arquiteto e militante da Reforma Urbana, que na entrevista fala sobre a realidade habitacional de Florianópolis naquele período, o envolvimento dos estudantes do curso, via Centro Acadêmico, na orientação aos moradores das ocupações, e o papel das igrejas, da mídia e de parlamentares neste processo. Entrevista feita no dia 15 de setembro de 2016.

O Escritos em Movimento é um Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da Universidade Federal de Santa Catarina, tendo como entidade parceira o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular (NESSOP), vinculado ao Departamento de Serviço Social (DSS) do Centro Sócio-Econômico (CSE), e apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) e da Revista Pobres & Nojentas.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Projeto “Escritos em Movimento” entrevista o professor Lino Peres


O curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC teve papel fundamental na luta pela reforma urbana em Florianópolis a partir de meados dos anos 1980. Naquele período, estudantes e professores atuaram junto às populações de periferia que, organizadas, lutavam pelo direito à moradia. Um desses professores foi Lino Fernando Bragança Peres, hoje aposentado e voluntário na Universidade, que, na entrevista para o Projeto Escritos em Movimento, fala sobre a realidade habitacional de Florianópolis naquele período, o envolvimento dos estudantes do curso, via Centro Acadêmico, na orientação aos moradores das ocupações, o papel social do arquiteto na concepção de uma cidade para todos e os desafios para esta construção.
O Escritos em Movimento é um Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da Universidade Federal de Santa Catarina, tendo como entidade parceira o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular (NESSOP), vinculado ao Departamento de Serviço Social (DSS) do Centro Sócio-Econômico (CSE), e apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) e da Revista Pobres & Nojentas.

domingo, 13 de novembro de 2016

“Escritos em Movimento” entrevista o padre Vilson Groh


O projeto “Escritos em Movimento” encerra o primeiro ciclo de entrevistas com o Padre Vilson Groh, que, a partir do início dos anos 1980, depois de se mudar para o Mont Serrat, no Maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis, passa a atuar junto a movimentos sociais que, entre outros temas, lutavam pelo direito à moradia, levando à criação do CAPROM (Centro de Apoio e Promoção ao Migrante) e às primeiras ocupações organizadas na Capital catarinense. O Padre Vilson fala sobre sua trajetória pessoal e religiosa, a atuação da igreja católica naquele período histórico e o trabalho de mobilização e organização nas ocupações. A entrevista foi feita no dia 7 de novembro e será divulgada em breve.
O Escritos em Movimento é um Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da Universidade Federal de Santa Catarina, tendo como entidade parceira o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular (NESSOP), vinculado ao Departamento de Serviço Social (DSS) do Centro Sócio-Econômico (CSE), e apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) e da Revista Pobres & Nojentas.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Escritos em Movimento e o papel de estudantes e professores do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC na luta pela moradia em Florianópolis

Elisa, Ci e Lino no prédio do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC
O curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC teve papel fundamental na luta pela reforma urbana em Florianópolis, a qual, a partir dos anos 1980, reuniu pessoas e movimentos que, ao longo dos anos, continuam a atuar, especialmente na habitação e meio ambiente, buscando se contrapor aos discursos e práticas dos atores hegemônicos em relação ao crescimento/desenvolvimento de Florianópolis.
Naquele período, estudantes e professores atuaram junto às populações de periferia que, organizadas, lutavam pelo direito à moradia. Entre os estudantes, os então alunos de Arquitetura e Urbanismo Elisa Jorge e Loureci Ribeiro, o Ci. Entre os professores, Lino Fernando Bragança Peres, hoje aposentado da UFSC e professor voluntário.
Em setembro e outubro, a equipe do “Escritos em Movimento”, Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da UFSC, entrevistou os três, e já nos próximos dias divulga a entrevista com o professor Lino, que fala sobre a realidade habitacional de Florianópolis naquele período, o envolvimento dos estudantes do curso, via Centro Acadêmico, na orientação aos moradores das ocupações, e o papel social do arquiteto na concepção de uma cidade para todos.

domingo, 18 de setembro de 2016

“Escritos em Movimento” entrevista ex-vereador Lázaro Bregue Daniel


“Escritos em Movimento”, Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da UFSC, divulga a entrevista com o ex-vereador de Florianópolis Lázaro Bregue Daniel. O primeiro mandato de Lázaro foi de 1993 a 1996; o segundo, de 97 a 2000; o terceiro, de 2003 – quando assumiu a vaga na metade da legislatura - a 2004, e, exceto pelos dois últimos anos em que ficou sem partido, sempre atuou pelo PT. 
Lázaro teve uma importante atuação na questão da moradia, com destaque para a primeira legislatura, no período em que estavam se consolidando as primeiras ocupações urbanas organizadas em Florianópolis. 
O projeto “Escritos em Movimento” tem como entidade parceira o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular (NESSOP), vinculado ao Departamento de Serviço Social do Centro Sócio-Econômico (CSE), e apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) e da Revista Pobres & Nojentas.

domingo, 21 de agosto de 2016

"Escritos em Movimento" entrevista ex-vereador Lázaro Bregue Daniel


Em breve divulgaremos mais uma entrevista do “Escritos em Movimento”, Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da UFSC. Desta vez o entrevistado é ex-vereador de Florianópolis Lázaro Bregue Daniel. O primeiro mandato de Lázaro foi de 1993 a 1996; o segundo, de 97 a 2000; o terceiro, de 2003 – quando assumiu a vaga na metade da legislatura - a 2004, e, exceto pelos dois últimos anos em que ficou sem partido, sempre atuou pelo PT. 
Lázaro teve uma importante atuação na questão da moradia, com destaque para a primeira legislatura, no período em que estavam se consolidando as primeiras ocupações urbanas organizadas em Florianópolis. 
O projeto “Escritos em Movimento” tem como entidade parceira o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular (NESSOP), vinculado ao Departamento de Serviço Social do Centro Sócio-Econômico (CSE), e apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) e da Revista Pobres & Nojentas.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Tema do projeto é discutido em aula aberta e saída de campo

O tema do Projeto de Extensão “Escritos em Movimento” - a luta pela reforma urbana em Florianópolis – foi abordado na aula aberta dia 21 de junho da disciplina Antropologia Urbana do PPGAS/UFSC, da Profa. Dra. Viviane Vedana, como parte das atividades da Mobilização Antropologia e Cidadania, que tem se desenvolvido nas últimas semanas. A aula, realizada no Auditório do CED, discutiu a atual situação política do Brasil com o tema “Cidade e suas Crises” e ênfase na vida urbana, com apontamentos de pesquisas recentes sobre transporte e ocupações.
Míriam Santini de Abreu, jornalista, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC e integrante do projeto, falou sobre "As ocupações na Grande Florianópolis: quem o discurso jornalístico legitima?". Já Marcelo Giacomazzi Camargo, Mestre em Antropologia Social pelo PPGAS/UFSC, falou sobre a pesquisa "Entre linhas: movimento e política a partir de um terminal de ônibus em Florianópolis/SC".
Outra bela oportunidade para falar sobre a luta pela cidade foi a saída de campo dia 25 de maio ao Maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis, com os estudantes de Redação IV do curso de Jornalismo da UFSC, ministrada pelo coordenador do projeto “Escritos em Movimento”, Prof. Dr. Jorge Kanehide Ijuim, como parte do Estágio Docência de Míriam Santini de Abreu, na qual foram debatidas questões, entre outras, ligadas às ocupações urbanas em Florianópolis.

Estudantes de Jornalismo conversam com Luciana Freitas, moradora do Maciço

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Compromisso com o jornalismo crítico nas lutas por moradia


No final dos anos 1980 e início dos 90, a jornalista Elaine Tavares, que hoje trabalha no Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA-UFSC), fez a cobertura jornalística das primeiras ocupações organizadas em Florianópolis e participou da equipe que produzia o “Jornal das Comunidades”, uma publicação da então Coordenação da Comissão de Associações de Moradores de Florianópolis distribuído em várias localidades.
Elaine é a quinta entrevistada do projeto “Escritos em Movimento”, do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Na entrevista ela avalia aquele período e fala do papel do jornalismo comprometido com as lutas sociais.
Veja o vídeo em:

terça-feira, 24 de maio de 2016

Monografia estuda migração e organização das comunidades de periferia em Florianópolis

Notícia sobre migração integra monografia

Em 1993, a pedagoga Ana Marcia Lopes da Silva escreveu, para uma especialização em Historiografia Brasileira feita na Univali (Itajaí), a monografia intitulada “Análise histórica da migração e organização das comunidades de periferia em Florianópolis, da década de 80 aos dias atuais”, que disponibilizamos no blog, assim como uma breve entrevista com a autora, que trabalhou no CAPROM (Centro de Apoio e Promoção ao Migrante), entidade que foi fundamental para a organização das primeiras ocupações:

Por que produziu o texto?
Na época estava muito envolvida com as organizações dos movimentos populares, trabalhava no Caprom e achava importante o registro do que estávamos vivendo e construindo.
 
Como avalia sua experiência profissional e de vida no Caprom?
A experiência foi muito importante, nos proporcionou contato com uma realidade escondida e deixada de lado pelo poder público. Muito aprendemos e ensinamos. Acolhíamos aqueles que já estavam sem esperanças. Aos poucos o grupo foi crescendo e a necessidade de organização também. Acho que conseguimos contribuir com a organização dos movimentos populares que acabou influenciando movimentos posteriores.


O Novo Horizonte e a voz de Chica: mais uma entrevista do Projeto “Escritos em Movimento”

Francisca da Chaga dos Santos, moradora do Novo Horizonte
O projeto de extensão “Escritos em Movimento” está obtendo testemunhos valiosos sobre as primeiras lutas organizadas em Florianópolis por moradia, representando um intenso período de lutas pelo direito pleno à cidade. A entrevista feita com Francisca das Chagas dos Santos, a Chica, moradora do Novo Horizonte, localidade que faz parte do bairro Monte Cristo, na área continental de Florianópolis – a quarta do projeto – divulga mais um testemunho de como as pessoas envolvidas naquelas lutas experimentaram e interpretaram os acontecimentos. Veja em https://www.youtube.com/watch?v=MpVwqj2JvkE

A experiência de ouvi-las é muito rica porque traz à tona os pontos de vista de quem organizou, de quem apoiou e de quem ocupou as áreas, com ênfase nas primeiras ocupadas, Novo Horizonte e Nova Esperança, também no Monte Cristo.

Outro ganho importante do projeto é reunir trabalhos acadêmicos, pesquisas e documentos em geral sobre o período. Já foi postado no blog do projeto mais um artigo de Francisco Canella - doutor em Ciências Sociais e professor adjunto do Departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) - intitulado “Cidade turística, cidade de migrantes: movimento dos sem-teto e representações sociais em Florianópolis (1989 - 2015)”.

O artigo analisa as representações produzidas em torno dos conflitos protagonizados pelo movimento sem-teto em dois diferentes momentos: no início dos anos 1990 e de 2012 aos dias atuais. Diz o autor: “As pesquisas que dão base ao artigo foram realizadas por meio de entrevistas, análise de matérias veiculadas na mídia local e a observação participante. A história dos sem-teto é relacionada com o crescimento urbano de Florianópolis e com as representações sobre a cidade e seus atores, e revela o modo como o migrante é estigmatizado no processo de construção da imagem de Florianópolis como cidade turística.” O artigo pode ser consultado em: http://libertas.ufjf.emnuvens.com.br/libertas/article/view/2937/2209

Acentua-se que, em se tratando de Florianópolis, também vale a máxima de que a história é contada pelos “vencedores”, que, especialmente através dos grandes meios de comunicação, são as vozes dominantes a ditar os rumos do crescimento/desenvolvimento da capital catarinense.

Desde a década de 1980, Florianópolis desenvolve uma estratégia de marketing ancorada no potencial turístico e na qualidade de vida, buscando ser referência de modernização tecnológica. Nesse sentido consolidaram-se dois slogans, “Ilha da Magia” e “Floripa”. Em 1991, com a criação do mercado comum entre o Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai, a capital catarinense passou a ser divulgada pelo governo local como “A Capital Turística do Mercosul”. Mas a que preço?

Este projeto de extensão busca, portanto, contar outras versões da história, expressar a voz daqueles que na maioria das vezes têm a voz silenciada, dando visibilidade às lutas de pessoas, grupos e movimentos sociais que têm seu discurso minimizado/silenciado nos grandes meios de comunicação. Compreender essas experiências vividas é eleger e sinalizar, também, caminhos a serem percorridos na luta pelo direito à cidade.

Por isso convidamos todxs  a ver a entrevista de Francisca das Chagas dos Santos. Ela participou da ocupação feita no dia 27 de julho de 1990 e fala sobre as dificuldades enfrentadas naquele período e o papel da luta e do trabalho coletivos.


Por Míriam Santini de Abreu, jornalista

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Nova entrevista do "Escritos em Movimento" já está no YouTube


Já está no YouTube mais uma entrevista do projeto “Escritos em Movimento”, Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da UFSC. Desta vez a entrevistada é Milita Maria Marques, 64 anos, moradora da localidade Nova Esperança, que faz parte do bairro Monte Cristo, na área continental de Florianópolis. Milita fala de suas experiências e impressões sobre a ocupação da qual participou, em 1990, e que deu origem à localidade. 

Milita é reconhecida pela atuação como líder comunitária do bairro e pelo engajamento em diversos projetos sociais. Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, em 8 de março passado, Milita foi homenageada com a Medalha Antonieta de Barros da Câmara Municipal de Florianópolis pela dedicação às causas essenciais pelo direito à cidade. 

Quem gravou e editou o vídeo foi o estudante de jornalismo Rubens Lopes, que faz parte do projeto, o qual tem mais uma integrante e bolsista, a também estudante de jornalismo Maria Fernanda Salinet, que igualmente irá fazer a gravação/edição das entrevistas. 

O projeto “Escritos em Movimento” tem como entidade parceira o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular (NESSOP), vinculado ao Departamento de Serviço Social do Centro Sócio-Econômico (CSE), e apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) e da Revista Pobres & Nojentas.



O vídeo está em:

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Novo vídeo do projeto já está no YouTube

Já está no YouTube a segunda entrevista do “Escritos em Movimento”, Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da UFSC. Desta vez a entrevistada foi a jornalista Fabíola de Souza, que falou sobre a ocupação na localidade Nova Esperança, que faz parte do bairro Monte Cristo, na área continental de Florianópolis.
Na época da ocupação, em 1990, Fabíola era casada com o repórter fotográfico José Luiz da Rocha e o acompanhava quando ele fazia a cobertura da ocupação. A experiência teve forte impacto na vida da jornalista e foi um momento que marcou escolhas pessoais e profissionais. Fabíola também avalia o trabalho da imprensa naquele período e hoje sobre os movimentos sociais e de luta pela moradia.
O projeto “Escritos em Movimento” tem como entidade parceira o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular (NESSOP), vinculado ao Departamento de Serviço Social do Centro Sócio-Econômico (CSE), e apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) e da Revista Pobres & Nojentas.
O vídeo está em:

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Projeto "Escritos em Movimento" divulga fotos da primeira ocupação organizada em Florianópolis

Acervo de Ivone Maria Perassa

Como parte do projeto “Escritos em Movimento”, divulgamos um conjunto de 20 fotografias que registram aquela considerada a primeira ocupação organizada em Florianópolis e que deu início ao movimento dos sem-teto. Em setembro de 1984, cerca de 35 pessoas acamparam na frente do Palácio do Governo de Santa Catarina, que na época ficava na Praça Tancredo Neves, do lado aposto ao da Assembleia Legislativa, exigindo o direito à moradia. Na época, depois de muita resistência e com apoio da igreja católica e de voluntários que mais tarde, em 1987, fundaram o Centro de Apoio e Promoção do Migrante (Caprom), os acampados foram assentados no Morro da Mariquinha, no Maciço do Morro da Cruz.
Com as fotos divulgamos também a Carta à População distribuída pelos acampados, que assinavam como Sofredores da Rua, em 14 de setembro de 1984. 
As fotos e o documento fazem parte do acervo da artista plástica e militante pelo direito à moradia Ivone Maria Perassa, também conhecida à época como Irmã Ivone, que foi a primeira entrevistada do projeto. Ivone acompanhou a ocupação e nos anos seguintes, como coordenadora do Caprom, participou das lutas mais emblemáticas em Florianópolis pelo direito à moradia. O autor das fotos é desconhecido, e, se as identificar, daremos o crédito.
O projeto “Escritos em Movimento” tem como entidade parceira o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular (NESSOP), vinculado ao Departamento de Serviço Social do Centro Sócio-Econômico (CSE), e apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) e da Revista Pobres & Nojentas.

As fotos estão em:

A Carta dos Sofredores da Rua está em:

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Jornalista Fabíola de Souza é a terceira entrevistada do projeto "Escritos em Movimento"

Fabíola de Souza, jornalista

No dia 8 de abril fizemos a terceira entrevista do “Escritos em Movimento”, Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da UFSC. Desta vez a entrevistada foi a jornalista Fabíola de Souza, que falou sobre a ocupação na localidade Nova Esperança, que faz parte do bairro Monte Cristo, na área continental de Florianópolis.
Na época da ocupação, em 1990, Fabíola era casada com o repórter fotográfico José Luiz da Rocha e o acompanhava quando ele fazia a cobertura da ocupação. A experiência teve forte impacto na vida da jornalista e foi um momento que marcou escolhas pessoais e profissionais.
Em breve serão divulgadas as entrevistas com Fabíola e com a segunda entrevistada, Milita Maria Marques, 64 anos, moradora da localidade Nova Esperança, que conta como foi a ocupação, da qual participou.
O projeto “Escritos em Movimento” tem como entidade parceira o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular (NESSOP), vinculado ao Departamento de Serviço Social do Centro Sócio-Econômico (CSE), e apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) e da Revista Pobres & Nojentas.

Foto de Rubens Lopes, bolsista do projeto e responsável pela gravação e edição dos vídeos do projeto.



Milita Marques é a segunda entrevistada do projeto “Escritos em Movimento”

Milita Maria Marques

No dia 01 de abril fizemos a segunda entrevista do “Escritos em Movimento”, Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da UFSC. Desta vez a entrevistada foi Milita Maria Marques, 64 anos, moradora da localidade Nova Esperança, que faz parte do bairro Monte Cristo, na área continental de Florianópolis. Milita fala de suas experiências e impressões sobre a ocupação da qual participou, em 1990, e que deu origem à localidade.
Milita é reconhecida pela atuação como líder comunitária do bairro e pelo engajamento em diversos projetos sociais. A foto é do Rubens Lopes, bolsista do projeto, que também faz a gravação e edição dos vídeos. A entrevista estará disponível em breve.
O projeto “Escritos em Movimento” tem como entidade parceira o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular (NESSOP), vinculado ao Departamento de Serviço Social do Centro Sócio-Econômico (CSE), e apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) e da Revista Pobres & Nojentas.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Rádio Campeche divulga projeto "Escritos em Movimento"


O estudante de jornalismo Rubens Lopes, integrante e bolsista do projeto "Escritos em Movimento", deu entrevista ao programa Campo de Peixe, na rádio Campeche, sobre o trabalho. Confira em:

Acervo ajuda a compreender a luta por moradia em Florianópolis

Míriam Santini de Abreu


As entrevistas para o projeto “Escritos em Movimento” estão tirando das gavetas documentos, fotos e imagens fundamentais para compreender a luta por moradia em Florianópolis. 

A artista plástica e militante pelo direito à moradia Ivone Maria Perassa, nossa primeira entrevistada, tem fotografias, centenas de recortes de jornais e documentos do período a partir dos anos 1980, os quais serão utilizados no projeto, entre eles exemplares do “Jornal das Comunidades”, uma publicação da então Coordenação da Comissão de Associações de Moradores de Florianópolis distribuído em várias comunidades. A jornalista Elaine Tavares também estava há anos guardando 19 fitas VHS com imagens das ocupações nos anos 80/90, que agora estão em fase de limpeza e conversão em DVD. O que deverão conter?!

A ideia é utilizar as entrevistas que estamos fazendo, essas antigas gravações e novos vídeos das ocupações hoje, a partir do olhar do estudante de jornalismo Rubens Lopes, cinegrafista e editor de vídeo do projeto, para a produção de um documentário a ser amplamente divulgado. 


O “Escritos em Movimento” é um Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da UFSC coordenado pelo professor do Departamento de Jornalismo Jorge Ijuim. O projeto tem como entidade parceira o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular (NESSOP), vinculado ao Departamento de Serviço Social do Centro Sócio-Econômico (CSE), e apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) e da Revista Pobres & Nojentas.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Entrevista com Ivone Maria Perassa já está disponível no YouTube

Ivone Maria Perassa
Já está disponível a primeira entrevista em vídeo do “Escritos em Movimento”, um Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da UFSC. A primeira entrevistada é a artista plástica e militante pelo direito à moradia Ivone Maria Perassa, também conhecida à época como Irmã Ivone, que acompanhou a ocupação organizada em 1984 na frente da Assembleia Legislativa e nos anos seguintes, como coordenadora do CAPROM (Centro de Apoio e Promoção do Migrante, criado em 1987), participou das lutas mais emblemáticas em Florianópolis pelo direito à moradia.

Ivone conta como foi o processo de ocupação em áreas como o Morro da Mariquinha, Novo Horizonte, Nova Esperança, Morro da Penitenciária, Serrinha, Santa Rosa, Santa Vitória, Alto da Caieira, Santa Terezinha, Chico Mendes, Parque Esperança, Jardim Zanelato, Mont Serrat, Morro do Horácio e Frei Damião.

O projeto tem como objetivo principal dar tratamento jornalístico e, assim, propiciar visibilidade a testemunhos que relatam e interpretam a luta pela reforma urbana em Florianópolis, a qual, a partir dos anos 1980, reuniu pessoas e movimentos que, ao longo dos anos, continuam a atuar.

O projeto tem como entidade parceira o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular (NESSOP), vinculado ao Departamento de Serviço Social do Centro Sócio-Econômico (CSE), e apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) e da Revista Pobres & Nojentas.

O vídeo está disponível em:

Saiba mais sobre o projeto em:

sexta-feira, 11 de março de 2016

“Escritos em Movimento” para narrar a luta por moradia em Florianópolis

Míriam, Ivone, Elaine e Rubens - Foto: Rafaela Gavlak

Ivone Perassa

Míriam Santini de Abreu - jornalista

Nos próximos dias divulgaremos o primeiro vídeo da série que será produzida para “Escritos em Movimento”, um Projeto de Extensão do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) da UFSC. A primeira entrevistada é a artista plástica e militante pelo direito à moradia Ivone Maria Perassa, que falou sobre as ocupações feitas em Florianópolis nos anos 1980 e como as pessoas e movimentos sociais se organizaram para lutar pela moradia.
As entrevistas serão feitas por mim e por Rubens Lopes, integrantes do projeto, e para a primeira contamos com o apoio da gurua Elaine Tavares, jornalista no Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA). Ela, ao contrário de mim, que lido melhor com texto, tem experiência em todas as mídias e está me auxiliando nestas artes do vídeo. E para isto tenho também a mão segura do Rubens. O projeto é coordenado pelo professor do Departamento de Jornalismo Jorge Ijuim, que topou a proposta e a apresentou ao Colegiado do Departamento de Jornalismo. A arte do “Escritos em Movimento” foi feita pela arquiteta e professora Arlis Buhl Peres.

Testemunhos da luta
O projeto tem como objetivo principal dar tratamento jornalístico e, assim, propiciar visibilidade a testemunhos que relatam e interpretam a luta pela reforma urbana em Florianópolis, a qual, a partir dos anos 1980, reuniu pessoas e movimentos que, ao longo dos anos, continuaram a atuar, especialmente na habitação e meio ambiente.
Em se tratando de Florianópolis também vale a máxima de que que a história é contada pelos “vencedores”, que, especialmente através dos grandes meios de comunicação, são as vozes dominantes a ditar os rumos do crescimento/desenvolvimento da capital catarinense. Tanto que, desde a década de 1980, Florianópolis desenvolve uma estratégia de marketing ancorada no potencial turístico e na qualidade de vida, buscando ser referência de modernização tecnológica. Nesse sentido consolidaram-se dois slogans, “Ilha da Magia” e “Floripa”. Mas a que preço? Este projeto de extensão busca, portanto, contar outras versões da história, dando visibilidade às lutas de pessoas, grupos e movimentos sociais que têm seu discurso minimizado/silenciado nos grandes meios de comunicação.

Parcerias
O projeto foi aprovado no final do ano passado e tem como entidade parceira o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular (NESSOP), vinculado ao Departamento de Serviço Social do Centro Sócio-Econômico (CSE), e apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) e da Revista Pobres & Nojentas.
O material produzido será postado no blog escritosemmovimento.blogspot.com.br e lincado no Portal Social Floripa em Movimento (floripaemmovimento.org), o qual também é resultado de um projeto de extensão para viabilizar formas de comunicação sobre as atividades das Associações de Moradores, Conselhos Comunitários, Entidades Ambientalistas, Fóruns e Movimentos Sociais, assim com outras formas associativas da esfera pública florianopolitana. A parceria com o Portal foi possível graças ao apoio dos professores Raúl Burgos e Iliane Kohler, ligados, respectivamente, ao curso de Ciências Sociais da UFSC e ao NESSOP.
Outro objetivo do projeto é produzir análises de mídia, com ênfase nos veículos de comunicação de Florianópolis, sobre essa temática. Estas análises servirão de subsídio para a concretização do projeto de tese que apresentei ao POSJOR/UFSC e que busca analisar o sentido dos discursos jornalísticos produzidos sobre a questão urbana, com ênfase na apropriação do espaço urbano por diferente atores sociais.
Fica o convite para as amigas e os amigos compartilharem a novidade e acompanharem os vídeos que contam, sob outros olhares, uma parte da história de luta pela moradia em Florianópolis.